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Merenda escolar continua apresentando problemas em São Paulo PDF Imprimir E-mail
24 de Novembro de 2009
Das 25 escolas fiscalizadas pelo Conselho de Alimentação Escolar nos últimos seis meses, foram encontradas falhas em 22
fonte: CGC Educação / Folha de São Paulo (23.11.2009)

A merenda servida nas escolas da rede municipal de São Paulo continua apresentando diversas falhas, como alimentos vencidos, falta de higiene nas cozinhas e refeitórios e infraestrutura deficiente. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os problemas persistem mesmo após a prefeitura ter assinado novos contratos com quatro empresas estreantes e com quatro que já prestavam os serviços antes.

O jornal relata que acompanhou nos últimos quatro meses as vistorias do Conselho de Alimentação Escolar (CAE)) - órgão oficial de fiscalização formado por pais, servidores e professores. Das 25 escolas fiscalizadas nos últimos seis meses, foram encontradas falhas em 22.

A reportagem de Alencar Izidoro E José Ernesto Credendio cita problemas nas empresas Nuttriclass (nova) e Terra Azul (que já estava no contrato anterior).

Na merenda fornecida pela Nuttriclass, foram encontrados ovos embolorados e a "grande quantidade de pães vencidos" no CEU Parque São Carlos. Na EMEF José Lins do Rego, a fiscalização encontrou moscas na cozinha e embalagem violada.

Em escolas atendidas pela Terra Azul, as vistoria encontrou fezes de pombo no refeitório e "pano imundo e mau cheiroso" em cima do fogão. Na EMEI Laura F. de Leceur, havia uma única funcionária para fazer tudo. Na EMEI Enio Correia, a empresa dava aos alunos uma marca de cereal diferente da autorizada e aprovada pela prefeitura.

O diretor do Departamento de Merenda Escolar da Secretaria da Educação. Tiago Rossi, disse ao jornal que as falhas são "pontuais" e que suspendeu os pagamentos das empresas que tiveram irregularidades apontadas pelo Conselho de Alimentação Escolar. Ele também alegou que as deficiências se devem, em parte, à "adaptação" para as novas regras exigidas pela prefeitura.

A Nuttriclass informou à Folha de S. Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, que "enfrentou alguns transtornos no início do atendimento às escolas", admitiu "ocorrências pontuais em algumas unidades" e garantiu que "esses problemas foram solucionados imediatamente após a identificação".

A Terra Azul informou, por meio dou advogado Antonio Carlos da Silva Dueñas, que não teve tempo para examinar as situações apontadas pelo CAE.

Leia a íntegra da reportagem da Folha de S. Paulo (só para assinantes do jornal)


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