Webno portal
Home Artigos SP: Educação não é valorizada
SP: Educação não é valorizada PDF Imprimir E-mail
29 de Outubro de 2009

Maria Isabel Noronha presidenta da Apeoesp comenta entrevista do secretário Paulo Renato

fonte: Revista Fórum (28.10.2009)
Maria Isabel Noronha (*)



A entrevista do secretário Paulo Renato apenas confirma que o governo do PSDB no estado de São Paulo está mais preocupado em fomentar a “competitividade” entre os professores e aplicar receitas empresariais ao sistema público de ensino do que em melhorar a qualidade de ensino para todos os estudantes das escolas estaduais.

O secretário culpa os sindicatos de professores pela queda na qualidade de ensino, como forma de fugir de suas próprias responsabilidades. Ele já foi secretário de Educação no governo Franco Montoro e ministro da Educação por longos oito anos, no governo FHC. Seu viés é sempre o da exclusão. Quando criou o FUNDEF, deixou descobertas as duas pontas da educação básica: a educação infantil e o ensino médio, concentrando recursos apenas no ensino fundamental, praticando assim uma política de foco. Esta é a forma como vê a educação.

Um projeto que exclui, de imediato, 80% dos professores de reajustes salariais e, ainda assim, não assegura que os demais 20% terão mesmo direito à melhoria salarial (pois depende de disponibilidade orçamentária) não vai contribuir para a qualidade de ensino e sim para gerar mais revolta e desestímulo na categoria. Os professores tem como ofício educar e sua ferramenta é a educação; e a educação não está sendo valorizada.

As posições externadas pelo secretário estão na contramão de todos os avanços que se tem verificado na educação nacional nos últimos anos. Por certo são ainda insuficientes, mas apontam na direção da escola pública de qualidade.

Por outro lado, é difícil entender como, num Estado democrático de direito, todo o espaço é reservado apenas para um dos lados, que se permite fazer juízos de valor sobre o sindicato, sem que nos seja oferecido espaço equivalente. O que queremos, em nome dos 178 mil associados da APEOESP, é que nos seja aberto espaço nesta revista para que nós próprios possamos expor nossas posições.

Não somos corporativistas. O que nos move é a qualidade da educação e a valorização dos profissionais que nela trabalham, pois a educação abrange bem mais que a relação professor-aluno em sala de aula. Entretanto, ainda que fôssemos corporativistas, o papel de um sindicato não é justamente defender os direitos e reivindicações da categoria que representa?
 
 (*)Maria Izabel Azevedo Noronha
 Presidenta da Apeoesp
 Membro do Conselho Nacional de Educação

Comentários
Adicionar Pesquisar RSS
+/-
Enviar comentário
Nome:
Email:
 
Website:
Título:
UBBCódigo:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
Por favor, insira o código que aparece na imagem.
PAULO SÉRGIO DIEGOLI   |14-01-2010
GOSTARIA QUE TOMASSEM UMA ATITUDE MAIS RIGIDA,FRENTE AO GOVERNO SERRA. DE UMA NOTICIA EM HORARIO
NOBRE NA MÍDIA TELEVISADA. FAX URGENTE ÉIMPORYANTE MAS ASOCIEDADE PRECISA SABER. EU SEI DOS
PROGRAMAS QUE SÃO TRANSMITIDOS, MAS NAO BASTA TEM QUE SER FORTE TEM QUE FAZER APOPULAÇÃO SENTIR
QUE TODOS REALMENTE ESTAMOS NA MESMA SITUAÇÃO. GOSTARIA DE RECEBER A AGENDA 2010 COM A
LEGISLAÇÃO E, QUE VCS FOSSERM MAIS ENEWRGICOS E DUROS COM ESSE SUPOSTO DEMOCRATICO QUE AI
ESTA(SERRA)QUERO UM "FAX" URGENTE"CHEGA DE PAPEL.MOSTREM ACARA NA TV. ARME UM DEBATE. SE
NÃO A SITUAÇÃO VAI TER QUE TOMAR OUTRO RUMO MIM

3.20 Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 
e-educador   O Portal Colaborativo do Educador Creative Commons License